FRANÇA

🇫🇷 VALE DO LOIRE

🇫🇷 VALE DO LOIRE

Castelos? Talvez não seja a palavra mais apropriada. A palavra francesa “château” pode ser traduzida tanto por castelo, quanto por palácio. De fato, os 300 châteaux espalhados pelo vale do rio Loire, construídos entre os séculos X e XVI pela nobreza e pela realeza da França, são castelos e palácios ao mesmo tempo.

O Vale do Loire sempre foi um sítio escolhido por reis e rainhas viverem. Daí que se encontrem dezenas de castelos reais nesta região. Sendo Património Mundial da UNESCO, desde 2000, o Vale do Loire destaca o seu património cultural (com exemplos da Renascença e do Iluminismo), património natural (rio Loire) e jardins reais. Não é à toa que chamam a esta região o Jardim de França.

Não é fácil elaborar o trajecto / rota mais adequada para visitar o maior número possível de atrações, deixamos a nossa sugestão por entre diversas pesquisas e experiências. A Rota Eurostops é de aproximadamente 700km apenas no vale do Loire, mas pode encurtar à sua mediada. Ah! Nesta região foi criada uma ciclovia com 800 Km – dos quais 280 Km estão classificados como Património Mundial da UNESCO. Por isso não se esqueça de ‘anexar’ a bicicleta à Autocaravana!

Tal como a Torre Eiffel ou o Monte Saint Michel, por exemplo, os 300 castelos do Loire são um exemplo da riqueza patrimonial e recebem milhares de visitantes por ano. Na nossa rota temos Castelos/Palácios para todos os gostos.

Localidade da por onde passa a nossa rota

  • BRIARE LE CANAL
  • GIEN
  • ST GONDON
  • SULLY SUR LOIRE
  • LA FERTE ST AUBIN
  • CHAMBORD
  • TOUR EN SOLOGNE
  • CHEVERNY
  • CHENONCEAUX
  • AMBOISE
  • VILLANDRY
  • AZAY-LE-RIDEAU
  • DAMPIERRE SUR LOIRE
  • CUNAULT
  • BRISSAC QUINCE
  • CHALONNES SUR LOIRE
  • CHAMPTOCEAUX
  • ST GEORGES SUR LOIRE
  • BRIOLLAY
  • ANGERS
  • NEUILLE-PONT-PIERRE
  • LAILLY-EN-VAL
  • BLOIS
  • LA CHAPELLE-SAINT-MESMIN

CHAMBORD

JÁ VISITAMOS!.

No coração do maior parque florestal fechado da Europa (cerca de 50 km² rodeados por um muro com 32 km de comprimento), Chambord, sonho do jovem Rei François I e maravilha renascentista, é o maior castelo do Loire. O jardim ornamental e o parque de caça são classificados Monumentos Históricos.

O Castelo/Palácio de Chambord impressiona desde a chegada. Fica localizado numa área ampla, cercado por grandes jardins e canais, no meio de florestas temperadas. Uma localização estratégica para o seu objetivo final: Ser um Castelo de Caça.
É o maior de todos os Palácios de Vale do Loire. Bonito e imponente. Foi construído para servir como Castelo de Caça para o Rei Francisco I. Aquele mesmo que viveu no Palácio de Amboise e que teve Leonardo da Vinci como seu conselheiro.
A construção do Castelo de Chambord data do início do século XVI (1519 a 1547). Existe uma corrente de historiadores que acredita ter sido Leonardo da Vinci o responsável pelo desenho original do Palácio de Chambord e atribuem a ele o planejamento da escadaria em dupla-hélice no centro do Palácio. Quem sobe ou desce por caminhos diferentes na escadaria, apenas se encontra em cada piso.
Como foi construído para servir de apoio às caças do Rei Francisco I, O palácio de Chambord foi pouco habitado. O próprio Francisco I foi aí poucas vezes, estima-se que passou em Chambord, pouco mais de sete semanas, incluindo as curtas temporadas de caça. Esse foi o motivo pelo qual Chambord nunca foi totalmente mobiliado.
As idas de Francisco I para Chambord eram grandes acontecimento. Iam para lá, cerca de 2 mil pessoas, que ficavam hospedadas no Castelo. Os móveis eram transportados em caravanas e depois voltavam para os seus lugares de origem, numa operação de logística gigantesca. Essas caravanas de mobiliário, fez surgir tipos de móveis que poderiam ser armados e desarmados rapidamente, talvez tenham sido fonte de inspiração para móveis modernos e práticos.
Após a morte de Francisco I em 1547, o Castelo de Chambord ficou abandonado e quase vira ruína. A sua recuperação começou a acontecer a partir de 1639, com Luís XIII e continuou com Luís XIV, que também utilizou Chambord como Castelo de Caça.

CHENOUCEAU

JÁ VISITAMOS!.

Chenonceau, conhecido na história de França como o “Castelo das Damas”, foi construído sobre o Rio em 1513 pela nobre Katherine Briçonnet e sucessivamente embelezado por Diana de Poitiers e Catarina de Médicis, tendo sido preservado dos rigores da Revolução francesa por Madame Dupin. Esta marca feminina, omnipresente, preservou o Castelo dos conflitos e das guerras, tornando-o sempre um lugar de paz. Castelo de Chenonceau fica sobre o rio Cher, em Chenonceaux, e foi mandado construir no século XVI, em 1513, por Catherine Briçonnet. Este château, que fica na região do vale do Loire, em França, foi construído sobre os pilares de um antigo moinho e tem muita história ligada à realeza francesa.

O Castelo de Chenonceau acabou por ir parar às mãos da monarquia francesa por falta de pagamentos de impostos à Coroa. Em 1547, o rei Henrique II ofereceu o palácio, como presente, à sua amante, Diana de Poitiers. Quando for a caminho do castelo, ainda na estrada, vai passar por vinhas e caves onde pode fazer provas e comprar vinhos diretamente no produtor. Já no interior do espaço do Castelo de Chenonceau, vê o palácio ao fundo, depois de passar numa avenida de árvores gigantes. Antes, vai encontrar a receção e loja, local onde se compram os bilhetes de entrada no castelo e onde está todo o merchandising ligado a este local.  O Castelo de Chenonceau está ligado a muitas mulheres que lhe foram acrescentando valências: Diana de Poitiers (1499-1566) Era a amante preferida do rei Henrique II e, por isso, foi-lhe oferecido este castelo. A dama constrói jardins muito modernos para a época que ainda hoje permanecem no local. Catarina de Médicis (1519-1589) Era casada com Henrique II e, depois de este morrer, afasta Diana de Poitiers de Chenonceau e constrói salas de festas e jardins ainda mais espectaculares. Teve aqui o seu gabinete verde, onde trabalhou como regente do reino. Luísa de Lorena (1533 – 1601) Após a morte do marido, Henrique III (1589), retirou-se neste castelo em luto. A sua morte marcou também o fim da presença real neste château.

AMBROISE

JÁ VISITAMOS!.

No início da Renascença, os reis da França Charles VIII e François I transformaram a poderosa fortaleza medieval de Amboise em residência real. A convite dos monarcas franceses, a corte real e vários eruditos e artistas europeus estabeleceram-se ali, como Leonardo da Vinci, que foi sepultado na capela do castelo.

O Castelo Real de Amboise permanece aberto ao público todos os dias do ano, excepto em 1º de janeiro e 25 de dezembro. Esse monumento emblemático e seus jardins paisagísticos proporcionam um dos mais belos panoramas do Vale do Rio Loire, região tombada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Cada roteiro revela uma perspectiva particular desse palácio símbolo da História da França: sua profunda influência sobre a política e as artes europeias na Renascença, a intimidade dos monarcas, ou ainda o dia a dia e os bastidores da corte.

BLOIS

JÁ VISITAMOS!

O Château de Blois é um dos castelos mais importantes do Vale do Loire. Residência real durante mais de um século, foi fundamental em vários acontecimentos da história francesa. Mas, antes mesmo de ter sido elevado ao posto de residência dos Reis da França, o castelo de Blois já era importante. Sua história começa na Idade Média, quando a construção ainda tinha ares de fortaleza medieval. Ela pertencia aos Condes de Blois, que, no começo, eram nomeados pelos reis franceses, mas que, a partir do século IX, adquirem cada vez mais poderes e autonomia. É nesta época também que o condado passa a ser hereditário. Desde esta época, de acordo com escavações arqueológicas, já existia no local um castelo, com uma muralha, que era fortaleza e residência senhorial ao mesmo tempo. A altura do lugar, dominando o rio Loire, favorecia a segurança do conde. Ao longo dos séculos seguintes, os condes de Blois aumentam suas terras, conquistando outros condados. Em 1023, Eudes II conquista a região da Champagne, tornando-se também conde de Champagne, controlando, assim, as cidades de Provins e Troyes, que eram prósperas. Nessa época, ele constrói uma grande torre de pedra no Château de Blois. O castelo passa por várias ampliações, de acordo com o poder dos condes. Até que, com a morte do conde Thibaut VI, em 1218, as suas possessões de Blois passam para outra família nobre: a de Châtillon. Thibaut foi o último conde de Blois que dominou a região de Champagne.

O ficheiro da rota é compatível para equipamentos de navegação Garmin,Tomtom,KML,RTE  e GPX

O Ficheiro é gratuito para Membros Eurostops!

Distância Lisboa - Blois - 1560KM
Distância Porto - Blois - 1410KM
Distância Faro - Blois - 1800KM

Mapa Vale du Loire

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